Benvindo a Brincadeira de Fabi
Era uma vez... Eu.
Ou talvez fosse você, aí do outro lado da tela, buscando algo sem saber exatamente o quê. Uma história verdadeira ou de ficção, um riso despretensioso, uma lágrima escondida, ou aquele tipo raro de inspiração que nos faz respirar fundo e continuar. Seja lá o que for, seja bem-vindo.
Eu sou a Fabi. Alguém que, desde sempre, enxergou o mundo como um quebra-cabeça cheio de peças perdidas, umas coloridas, outras cinzas, mas nunca preto e branco. Alguém que vive um dia de cada vez, mas carrega nas costas histórias de uma vida inteira. Eu me lembro de ser criticada em minha adolescência por um amigo sobre o fato de sempre ter uma história para contar sobre qualquer assunto. Ele me disse: Nossa Fabi, quase tudo que eu falo você tem uma história ou conhece alguém que ja passou por isso! Naquele momento eu me senti triste, como se ele acreditasse que eu estava mentindo sobre o que contava, mas eu não tinha culpa que ele vivia numa bolha e eu já tinha tido mais experiencias que ele, mesmo sendo cinco anos mais velho que eu. Então percebi que colecionar histórias virou meu hobby. É como juntar conchas na praia: algumas são lisas e delicadas, outras têm arestas afiadas ou rachaduras e algumas estão quebradas. E, ainda assim, todas guardam um pedaço de mar dentro de si.
O que me trouxe aqui? Um amor que sempre morou em mim, um desejo de transformar as histórias que carrego, e que me carregam, em palavras. Descobri que essas histórias não são só minhas. Elas são nossas. Talvez, ao mergulhar nessa leitura, você encontre algo seu. Talvez você ria, chore, se reconheça... Ou talvez não. Quem sabe ache minha visão do mundo estranha demais, ou que a minha mente é uma bagunça boa demais. E está tudo bem. Mesmo que você só gaste alguns minutos comigo, já terei ganhado o dia.
Esta é a primeira temporada de uma série que espero que te acompanhe como um amigo discreto. Diferente das séries de TV, aqui os capítulos não precisam se conectar. Cada história tem início, meio e fim. São crônicas reais, vividas de corpo e alma ou que aconteceram apenas na minha imaginação, talvez você nunca saberá a diferença, porque às vezes são tão inusitadas que vão parecer impossíveis. Acredite: na minha cabeça, o impossível é só uma palavra sem muita força.
Agora, um aviso: minha mente é um lugar barulhento. Pensamentos correm, colidem, formam labirintos. Para cada ideia, existem dez outras gritando ao mesmo tempo. Foi só recentemente que comecei a ouvi-las de verdade, e escrever virou meu jeito de organizar o caos. Fique atento em sua leitura, pois você poderá encontrar palavras sublinhadas, pistas que poderão ser atalhos – ou, quem sabe, armadilhas – que te levarão a outras histórias. Um mosaico. Uma dança entre o real e o imaginado.
Você aceita o convite para virar a próxima página?
Eu poderia prometer surpresas, risos, e aquele doce prazer de descobrir o novo. Mas, honestamente, não posso garantir. Cada um enxerga a vida de um jeito, e talvez você não seja tão louco quanto eu. Mas prometo uma coisa: algumas marcas ficarão. E quem sabe, em meio ao caos das palavras, você também enxergue o mundo de forma diferente.
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